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]]>O amor é a forma mais profunda de compreender o outro. Quando se ama, o outro está dentro de nós. E está de tal modo dentro de nós, que nos dirigimos a ele dentro de nós mesmo.
Carlos Amaral Dias
Falar de casais é falar de duas pessoas que decidem viver a sua união, é falar de vínculos, de um profundo laço afetivo, de uma cumplicidade em permanente (co) construção.
Cada parceiro, detentor de um caráter singular e único, dotado de sensibilidade, inteligência, vontade, emoções, fragilidades e vulnerabilidades, caraterísticas que nos unem, que nos tornam humanamente idênticos, oferece e procura no outro, as suas potencialidades e fragilidades, tornando-se a relação conjugal o palco de congregação das histórias que cada um vivenciou e onde, também, se vai contruir a história do novo casal.
Para a relação de casal, cada elemento transporta a sua mochila emocional, repleta de vivências pessoais, de significados, de sonhos de uma vida em conjunto, procurando, no cruzamento das suas histórias, criar e (re)encontrar, a dois, um significado partilhado para a sua relação conjugal, para a construção da sua própria narrativa.
Nesta construção, em que nos percebemos interdependentes, compreendemos a dificuldade que o ser humano tem de sobreviver sozinho, a sua vulnerabilidade, sendo a ligação ao outro uma necessidade que nos acompanha ao longo da nossa existência. «Fomos criados para depender de um outro importante para nós.», afirmam os autores Amir Levine e Rachel Heller. No início da nossa vida dependemos totalmente do outro para sobreviver, essa dependência é total em termos de necessidades físicas (se não nos alimentarem morremos de fome), no entanto não deixa de também ser essencial a presença e o investimento afetivo que recebemos, enquanto fonte de nutrição emocional.
Dos estudos realizados por John Bowlby, conhecido como o pai da teoria da vinculação, percebeu-se que uma ligação emocional forte a um cuidador é fundamental para a formação de um cérebro saudável. A falta de amor nos primeiros anos de vida pode gerar défices no desenvolvimento cerebral, problemas de linguagem e atividade neural reduzida, com impactos que podem persistir até à vida adulta.
Está amplamente comprovado que o toque é importante para o bem-estar ao longo das nossas vidas. O toque pode ajudar a reduzir os níveis de stress, melhorar o humor e o funcionamento do sistema imunitário. Bebés podem morrer pela falta de toque, e esta necessidade permanece nos adultos, estes quando são tocados com regularidade vivem mais, segundo John Gottman, as «pessoas que se mantêm casadas vivem mais quatro anos que as que não o fazem».
As crianças precisam de ser cuidadas por pessoas que as amem e que as façam sentir- se seguras, e nós adultos também!
E é assim que percebemos que estar em relação, numa relação segura e protetora, é fundamental para o nosso bem-estar ao longo da vida.
Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!
Sigmund Freud
A relação afetiva, entre adultos, tal como o diz o psicanalista, Coimbra de Matos, em que se é o «construtor e construído da e na relação», vem assim tomar esse lugar, sempre imaginado e desejado, da conceção de um espaço de amor, de atenção, de pertença e partilha, de um projeto comum de vida familiar.
A união afetiva tem como ideal a criação de um espaço em que ambas as pessoas se sentem seguras, sendo elas próprias.
Numa relação, o equilíbrio afetivo e emocional é fundamental para ambos os parceiros e este passa pela existência, recíproca, do reconhecimento e da compensação, do compromisso, na entrega e no suporte.
No entanto, se o casal não conseguir encontrar o seu equilíbrio, esta questão poderá tornar-se num problema. Afirmava Virginia Satir, terapeuta familiar norte-americana, que ninguém consegue carregar muito tempo com o peso do outro, sem que ambos fiquem inválidos.
O significado e o lugar que atribuímos ao outro pelo seu investimento em nós, na relação, na família, são dimensões que se forem identificadas, sinalizadas e valorizadas, possibilitam a existência de uma narrativa em que ambos os parceiros recriam significados equitativos para os seus percursos, dando apoio às esperanças e aspirações de cada um, construindo um sentido comum e partilhado para as suas vidas.
Este reconhecimento, com um forte carater afetivo, favorece a predominância de sentimentos positivos, contribuindo para que o outro se sinta amado e apreciado. Segundo Madalena Alarcão, a simetria na relação permite a cada um o exercício da sua própria individualidade. A própria refere que, “É natural que, num casal, apareça o desejo mútuo de usufruir de um espaço e de um tempo pessoais, dedicados ao exercício de algo de que cada um sente que tem necessidade ou gosto em fazer. Mas para que ambos possam ter esta mesma oportunidade é necessário que sejam igualmente complementares, auxiliando-se e apoiando-se mutuamente”.
“Potenciando mutuamente os talentos individuais de cada um (…) o individuo é livre estando ligado”, afirma Coimbra de Matos.
Dar um lugar de destaque ao parceiro(a)/cônjuge, dando corpo e voz à sua entrega e altruísmo, permite, desta forma, a conquista de um significado especial de compreensão, tolerância, ternura e admiração, fundamentais para o funcionamento, bem-estar e harmonia da relação.
A qualidade da nossa Vida é, também e sobretudo, determinada pela qualidade das nossas relações.
E afinal, o que define uma relação de casal?
É talvez a possibilidade de nos sentirmos numa dimensão única, em que por momentos nos fundimos com o Outro e vivenciamos o toque da união, da confiança, da partilha, do apoio emocional e em que amando, nos convertemos na pessoa amada.
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Autoria: Sara Neves
Bibliografia:
Alarcão, M. (2006) (Des)Equilíbrios Familiares. Quarteto
Dias, C.A. (2006) Falas Públicas do Inconsciente. Quarteto. Coleção: Psicologia E Saúde nº 2
Gottman, J. M. e Silver, N. (2001) Os sete Princípios do Casamento. Pergaminho
Levine, A. e Heller R. (2022) Ligados (Attached). Lua de Papel
Matos, C. (2016) Nova Relação, Climepsi
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